terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Insônia?

Não durmo bem há dias, semanas talvez. Deito na cama, viro prum lado, viro pro outro e nada do sono vir. Aí resolvo abrir um livro ou ligar a televisão, e quando começa a dar aquela ardência nos olhos, eu penso "oba, hora de dormir!". Mas que nada. Apago a luz e continuo naquela de rolar na cama por horas e horas.
Claro que sempre tem uma hora que o sono realmente vem, lá por umas 4, 5 da manhã. E quando eu penso que vou ter um sono tranquilo, começo a acordar. Acordo de meia em meia hora, às vezes de uma em uma. Sempre olho o relógio e volto a dormir.
Mas é ruim, sabe? Levar horas pra pegar no sono e, quando finalmente pego, não é aquele sono profundo, que me faz relaxar.
Não sei o motivo disso tudo. Mas prefiro pensar que é só nervosismo misturado com ansiedade por causa dos provões finais de janeiro, resultado desse ano louco e atípico (maldita gripe suína).
Se for isso mesmo e tudo der certo (E VAI DAR), a partir do dia 11 eu volto a dormir bem.
Até lá, acho que aproveitarei minhas madrugadas acordada pra estudar. Quando vê, o sono vem mais rápido né, ha ha ha.

domingo, 27 de dezembro de 2009

dois mil inove

Eu tô tentando fazer um texto sobre meu 2009 há dias, mas sempre acabo escrevendo uns três parágrafos e deleto tudo pra começar do zero. Acho que isso é um reflexo do que foi meu ano.
''Começar do zero'' foi o que eu mais fiz nesse ano que chega ao fim. É difícil, é sim, mas se eu não colocar um ponto final em certas coisas, como eu poderia me jogar de cabeça em outras? Não teria a mesma intensidade, entende?
Numa visão geral, foi um ano bom. Passei por certas provas de fogo, mas o amor, no fim, venceu. Ele sempre vence.
Foi o ano em que eu mais amadureci, do meu ponto de vista pelo menos. E acho que isso que importa, né? Ninguém aqui paga minhas contas mesmo. O importante é eu reconhecer a mudança, o crescimento.
Foi o ano do desapego, de ligar o ''foda-se'' pra algumas coisas, da superação.
Foi o meu momento de inovar, de criar coragem pra colocar algumas coisas velhas no lixo dando espaço as coisas novas. Me desapegar do passado pra viver o presente intensamente.
Foi um ano de perdas também, e isso eu não posso dizer que superei (vide post anterior), mas faz parte né.
Foi o ano de sumir por um tempo dessa vida virtual, de ter um tempo pra mim, pra estudar mais, pra aproveitar outras coisas, enfim, pra pensar no que é prioridade e o que não é. Tipo aquela história da peneira de sempre-fica-só-o-essencial.
Foi o ano de apagar por completo algumas pessoas da minha vida, de sentir saudade de outras e de conhecer gente nova. E das brigas, claro. 2009 foi O ano das brigas. Quase todas por motivos bestas e um pouco de orgulho, mas algumas poucas por motivos mais sérios. Mas, como eu disse anteriormente, o amor sempre tomou conta e colocou as coisas em seus devidos lugares.
Foi o ano do primeiro monólogo, dos vários zeros em provas de matemática, de não aprender absolutamente nada em inglês e de aprender até demais em português (e ai de quem não aprendesse...) e de se candidatar a vice-presidente pro novo grêmio estudantil. E de vencer as eleições. ;)
Foi o ano de aprender a ter amor-próprio, de não me abalar por pouco, de aprender a deixar de lado o orgulho (ok, talvez não por completo, mas quase sempre ok), de aprender a me colocar na frente dos outros quando necessário, enfim, foi um ano repleto de aprendizagens. De erros também, afinal, ninguém é perfeito, mas aprendi também a levar coisas boas de todas as mancadas. Das minhas, e dos outros, ha ha ha.
Encerro esse ano com chave de ouro, não da melhor forma porque ainda preciso passar de ano, mas com certeza com o coração cheio e muitas lições pra levar pra seeeempre.
E lembrem: ''SER FELIZ SÓ DEPENDE MESMO DA GENTE''. Essa foi uma das coisas mais importantes que eu aprendi esse ano.


''Vai, que ninguém nasce pra se esconder! Por mais que seja ruim, pra que te aborrecer? Vou deixar. Quem sou eu pra te prender? Pra falar, pra arriscar, seja livre até pra se perder!''

sábado, 26 de dezembro de 2009

Nunca imaginei que fosse me sentir tão mal com a morte de alguém. Não por falta de amor, mas essas coisas não costumavam me atingir tanto. Eu sempre fui do tipo que se acostuma a qualquer situação. Mas, dessa vez, não consegui ser forte o bastante pra me acostumar a viver sem minha avó.
O natal desse ano foi o primeiro sem ela. Foi tudo diferente. A família reunida com sorrisos falsos no rosto, todos tentando passar a imagem de que estava tudo lindo, tudo ok, tudo no seu devido lugar. Mas, no fundo, todos estavam é com um vazio no peito.
Segurei o choro a noite do dia 24 inteira, o dia 25 inteiro, mas hoje não deu mais pra segurar. Tava no ônibus, vindo pra casa do meu pai, e vi uma criança com sua avó. A criança sorria enquanto a avó lhe entregava um saquinho com uma tortinha de morango. Aí eu gelei. Sempre que eu vinha pra cá, era recebida pela minha avó com uma tortinha de morango.
Lembranças dos momentos com ela tomaram conta do meu pensamento. Quando me dei conta, lágrimas rolavam pelo meu rosto e enxarcavam todo o meu óculos. Óculos, que bom que estava usando um, pensei. Assim dava pra disfarçar mais, bancar a forte, sabe? Mas na real sei que eu sou uma manteiga derretida. Pelo menos, ao se tratar dela.
Ela era aquela pessoa que segurava a barra por todo o lado, pra todo mundo. Sempre sorrindo, sempre fazendo piada, sempre ajudando. Uma pessoa com o dom de fazer o bem.
Não digo que foi injustiça ela ter ido, injustiça foi ela ter sofrido por todos aqueles meses em que esteve no hospital. Não compreendo porque uma pessoa tão boa, tão pura, tenha que passar por esse tipo de coisa. ''É o destino'', alguns dizem, mas não sei bem se é mesmo.
Só sei que nunca senti nada parecido com essa dor que sinto ao entrar nesse apartamento e não ver ela vindo na minha direção com as tais tortinhas de morango.
Queria ela de volta, aqui, agora. Sei que é impossível, portanto vou tentando viver com a ausência dela, do jeito que dá. O que me consola, o que me faz seguir em frente, é saber que um dia a gente vai se encontrar de novo. E ela vai me receber, onde quer que esteja, não sei se com tortinhas de morango, mas com certeza com os braços abertos e com muito amor.

''Always know that you shine brighter than anyone does.''