sexta-feira, 18 de abril de 2008

eu sei que não tinha meu par ideal
mas a gente se via sempre que podia
não sei porque me apeguei tanto
a responsabilidade é minha
você não me deve nada
mas não sou capaz de ir embora

sábado, 29 de março de 2008

a little princess

"O que quer que aconteça", disse ela, "não pode mudar uma coisa. Se sou uma princesa em trapos e andrajos, posso ser uma princesa por dentro. Seria fácil ser princesa se eu estivesse vestida com tecido de fios de ouro, mas é um triunfo muito maior ser princesa o tempo todo, sem ninguém saber."

the kite runner

- Como pode saber? - perguntei.
- Eu sei.
- Como?
Ele se virou para mim. Algumas gotinhas de suor escorriam de sua cabeça raspada.
- Já menti para você, Amir agha?
De repente, resolvi implicar com ele.
- Sei lá - respondi. - Já?
- Mil vezes comer cocô! - exclamou ele com ar indignado.
- De verdade? Você faria isso?
Ele me lançou um olhar desconcertado.
- Faria o quê?
- Comer cocô, se eu mandasse - respondi. Sabia que estava sendo cruel, como naquelas vezes em que debochava dele quando não conhecia uma palavra qualquer. Mas havia algo de fascinante, embora de um jeito doentio, em implicar com Hassan. Era um pouco como brincar de torturar insetos. Só que, agora, ele era a formiga e eu é que estava segurando a lupa.
(...)
- Se você mandasse, faria, sim - disse ele afinal, olhando bem para o meu rosto. Baixei os olhos. Foi aí que descobri como é difícil olhar diretamente nos olhos das pessoas como Hassan, essas pessoas que dizem sinceramente o que pensam.